Os condomínios, seus custos e as relações trabalhistas


O Brasil cresce de forma horizontal, não necessariamente nos morros e aos pés das encostas e barrancos que se dissolvem aos barulhos de alguns trovões, mas também com os recursos do FAT e do FGTS nos programas de Minha Casa Minha Vida onde as construtoras seguem investindo de forma maciça na construção de moradias para a população carente e necessitada do primeiro imóvel (claro, em anexo alguns/bastantes especuladores que conseguem burlar qualquer programa). Nunca se esquecendo dos motivos da “quebra” dos EUA vamos tentar ficar com um olho no peixe e outro no gato.

Mais e mais pessoas passam a viver e conviver em condomínios e aos poucos vão descobrindo as vantagens e o “preço” desta convivência que quase sempre é traduzida por uma planilha (nem sempre explicativa) anexada a um boleto bancário que mensalmente recebemos e quase sempre levamos um susto pelos valores ali expressos que quase sempre interpretamos serem absurdamente altos.

Aos poucos o Sindico vai entendendo que nem sempre compensa a sua dispensa do pagamento das taxas ou quando acertado em assembléia algum tipo de honorário pelas dificuldades em executar o que é necessário e ainda ter que explicar todas as despesas, os aumentos mensais e principalmente saber lidar com a eterna inadimplência.

Nestes momentos de crise e até desespero o Sindico ao analisar a planilha que compõe os custos condominiais vai normalmente visualizar que 50% de todo o custo é de salários e encargos dos funcionários do condomínio. Então quase sempre, mesmo tendo investido em segurança eletrônica, vai verificar que ainda precisa diminuir o custo da mão de bora, então ai que mora o perigo para o Condomínio, para todos os condôminos e proprietários de apartamentos que poderão futuramente serem co-responsáveis pelas formas que o sindico pretender diminuir estas despesas.

Um dos altos valores quase sempre são representados pelas horas extras e seus encargos, assim de forma inadvertida o sindico simplesmente “corta” as horas extras sem verificar se o funcionário já não tinha um direito adquirido. Efetua escalas mal feitas proporcionando horas desnecessárias. Por outras vezes opta e em pagar horas extras “por fora”, com cestas básicas ou outras coisas para evitar a caracterização da hora extra.

Em outros casos não proporciona condições salubres para que os trabalhos dos porteiros, zeladores possam ser realizados de forma digna e limpa, gerando insalubridade e até periculosidade. Em outros casos terceirizam os trabalhos, contratam “free-lance” sem registro e outras tantas barbaridades a margem da legislação trabalhista que vai acumulando um passivo trabalhista. Uma bomba relógio que mais cedo ou mais tarde alguém vai ter que pagar a conta.

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2 Respostas

  1. Percebo bem o que vc diz. Porque já vi essa cena por aí .É mesmo assim .
    A propósito eu tive um bocadinho de sorte. Aqui no meu condomínio a historia funciona de forma contraria. Decisões importantes são tomadas pela maioria – o que é raro – ,o condomínio tem uma boa saúde financeira e funciona numa média bem boa comparada aos demais .
    Grande parte das pessoas que vivem aqui estão desde quando o empreendimento foi implantado e normalmente quando muda , muda de geração para geração. Dificilmente alguém desfaz de um imóvel. Não há uma rotatividade, penso que isso é determinante para o bom funcionamento.
    Percebe-se que aqui as pessoas estão satisfeitas com o estilo de vida , mais tranquila, mais na boa – ops ! não somos hippies , hein ! Hahaha … Sério , a satisfação está nos dois lados : proprietários e colaboradores .
    Claro , há algumas coisitas que não funcionam enfim, a perfeição não é coisa deste mundo, né ?

  2. Muito bom seu blog!
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