No final somos de nós mesmo. Sempre!

Somos seres sociáveis, lógico, mas às vezes levamos isto a consequências extremas, e na ânsia muitas vezes de não assumir as responsabilidades sozinhos gostamos de dividir e noutras vezes transferir algumas responsabilidades. Temos de assumir de vez por todas que somos os únicos, exclusivos responsáveis pela nossa felicidade e não podemos repassar e cobrar de outros disto.

Às vezes passamos por muitos momentos gastando nossas energias, cobrando que alguém nos faça feliz e esquecemos que somos os únicos responsáveis por isto, somos donos de nós mesmos, estamos no controle de nossas emoções, nossos desejos e vontades, mas não temos o poder de controlar os outros, no máximo por um certo tempo podemos até manipular, mas jamais por todo o tempo.

Não somos a razão da vida de ninguém e também não precisamos desesperadamente de ninguém, somos sociáveis, mas o bastante para nos bastar.

Podemos pensar e fazer qualquer coisa, pode até demorar algum tempo, mas vamos descobrir que no final somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade, mesmo que encontremos alguém que seja a nossa “metade” e que tenhamos a sensação que encontramos a felicidade. Ledo engano, não encontramos, só iremos ser felizes se a nossa metade for boa o bastante para ser feliz conosco mesmo.

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O homem, um animal violento por natureza.

A ideia do homem aqui como ser humano, no grau de sexualidade ambos assim o é. O homem já intrínseco em sua memória genética acumula milhões de anos desta fúria dentro de si, às mulheres um pouco menos até pela sua constituição física e também formação genética onde na maioria das sociedades patriarcais e religiosas conseguiu sublimar o gene da violência.

Claro, não podemos esquecer o ambiente onde nasce o individuo, a família e a micro sociedade onde está instalada. Tudo faz parte para o que o individuo possa desenvolver o seu caráter violento ou sublima-lo, e em outros casos fazer valer o que diferencia esta pessoa de um animal sem razão.

Na maioria dos casos pessoas conseguem não exercer a violência latente porque além de sua formação familiar consegue por outros meios controlar os acessos, ou seja, pela temencia a um Deus ou pelo simples fato de entender que acabará sendo punido pela sociedade através da justiça, ou faz valer o seu bom senso.

Entretanto, não tenho a menor dúvida, todo homem tem dentro de si um botão de liga desliga, que na maioria das vezes permanece desligado, mas é um gatilho pronto para ser acionado, que pode ser uma grande frustração, uma grande contrariedade, um desejo insano de vingança ou até mesmo uma conjunção de fatores físicos, emocionais e químicos através de drogas ai incluindo a bebida. Neste momento este individuo até certo ponto considerado pacato pode vir a cometer os maiores atos de atrocidade por fatos comuns que, entretanto em sua mente se multiplica.

Venho de uma família onde avô, pai, tios sempre exalaram a violência, e quando por influencia da bebida acabavam dando vida a isto e mostravam de forma objetiva, inclusive entre eles. Os demônios que habitam em nós permanecem dóceis enquanto são controlados e não são cutucados, então neste momento só temos duas coisas a fazer, ou deixamos que eles saiam e cometam suas atrocidades ou simplesmente buscamos entende-los, saibamos conviver com eles e aceitamos que não devemos provoca-los. Somos animais violentos, mas podemos e devemos acima de tudo saber usar com inteligência dons que os outros animais não tem que é utilizar a palavra como argumento.

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