A síndrome de Gabriela

Estava lendo um artigo onde a autora coloca parte da letra da musica Modinha para Gabriela interpretada pela Gal Costa, onde diz, “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim: Gabriela, sempre Gabriela”. Claro a maioria das pessoas nascem e morrem a mesma pessoa em sua essência, mas durante a vida mudam bastante e sós aquelas que se arriscam conseguem mudar a si mesmo e ajudam a mudar o mundo, ou uma parte significativa das pessoas ao seu redor.
Muita gente passa por esta vida sem mudar nada, são acomodadas, algumas medrosas, outros fazendo sempre a mesma coisa dentro de sua “zona de conforto”, não que esteja bem, mas, mudar pra que, vai que piora, então continua na mesmice. E olha que tem muita gente “feliz” com tudo isso, e quem sou eu para dizer o contrário, afinal a individualidade deve ser respeitada, e a ideia de felicidade não é nada simples.
Apenas o que estou dizendo que tanto para as atividades profissionais e também para a vida para dar um salto de qualidade é necessário vencer o medo, aquele mesmo medo que é bom, que nos coloca limite, este medo tem de ser vencido para alcançar qualquer coisa. É o risco, nem sempre calculado.
Então, quem está preparado para abrir a porta do desconhecido? De trocar um emprego que não gosta? De sair de uma relação que não está feliz? De entrar em outra?
Bem, sem o novo, sem o desconhecido ainda estaríamos na idade da pedra lascada, só conseguimos evoluir quando nos arriscamos. E ninguém disse que vai dar certo pra todos.

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Querem mudar como você compra com o seu cartão de crédito

Já fui vitima do cartão de crédito e de seus juros escorchantes na medida em que você não pode quitar o total da fatura no vencimento. Entretanto você controlando e conseguindo pagar nas datas dos vencimentos o cartão é um instrumento de grande valia para todos, consumidores, lojistas e principalmente as administradoras. Desde 1989 uma resolução do Conselho Nacional de Defesa do Consumidor proibiu taxativamente a venda diferenciada entre o pagamento com cartão ou outra modalidade, inclusive o pagamento a vista em dinheiro. Isto não quer dizer que o comerciante seja obrigado a vender no cartão no crédito, pode aceitar no débito e simplesmente divulgar que não aceita a venda com o cartão de crédito. Nestes últimos 25 anos aparentemente nunca houve nenhum clamor maior para que isto fosse alterado.

O senador do meu Estado, Roberto Requião atual candidato a governador, que confesso até certo ponto tinha minha simpatia apesar de suas atitudes intempestivas e por muitos ser chamado de “Maria Louca” resolveu elaborar um projeto que inclusive já foi aprovado no senado onde autoriza os comerciantes a cobrar preços diferenciados pelo mesmo produto quando a compra for à vista ou no cartão de crédito. Segundo o senador isto será bom para todos, pois os comerciantes sabedores das taxas das administradoras poderão dar descontos para os pagamentos que não utilizarem os cartões.

Fazendo uma correlação este negócio dos cartões é mais ou menos o negócio da meia-entrada, quem paga inteira financia a meia entrada, ou como já esta vulgarizado a inteira é R$ 10,00 e a meia é R$ 5,00 entretanto para todos está liberada a meia entrada. Quem compra a vista financia quem compra com o cartão, cada vez menos compra a vista assim o preço tem de ser sempre maior para equilibrar a balança.

Infelizmente como “gato escaldado” acredito que dificilmente isto ira ocorrer, os preços não cairão e sim aumentarão para quem paga com cartão, afinal estamos no Brasil e queremos ser diferente de outros países do mundo e com desejo socialista de limitar o uso do cartão. Espero em primeiro lugar que Câmara de Deputados reflita e discuta um pouco mais com a sociedade e de preferência que não aprove este projeto. E caso sendo aprovado que eu esteja errado, que o senador Requião seja um iluminado.

 

 

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